Há um céu fulvo a comer a saudade
e os passos resistem a queimar-nos a dor.
Sobram palavras onde o sol expira
num lânguido suspiro no horizonte.
Enleio-me na serenidade das gaivotas
e no gozo do grito das pequenas vagas.
Não há olhares na sombra do caminho
e os murmúrios são incógnitos e tristes.
Na calma amarga e aparente
resta-me o som vago e distante
da que já foi a tua voz.
© Margarida Piloto Garcia in-"SOB EPíGRAFE"-TRIBUTO A CAMILO PESSANHA- publicado por Temas Originais 2017
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