quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Amor perdido



Na manhã outonal escrevi-te um poema.
Tinha o gosto do orvalho matinal e o aroma das maresias desaguadas em mim.
Tu trazias  o cansaço do tempo feito sonho, mas sorrias com os olhos.
Plantei em ti uma flor amarela e acalentei-a.
Às vezes as tardes eram tão vibrantes que a flor exalava perfumes de corpos extasiados.
Pouco a pouco, as aves que me falavam de ti, partiram.
E a flor chorou pétala a pétala o amor perdido.

Margarida Piloto Garcia-in PALAVRAS DE CRISTAL-publicado por MODOCROMIA-2013



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